
Romeuzinho, Elton, Chicão, Rafael e Marquinho.
Desopilar de vez em quando faz bem. Um papo com amigos num bar. Lembranças à tona. Principalmente quando o assunto é futebol e Guarani. O privilégio da noite de terça seria a parceria dos amigos Bela e Tchutcho, no Bar da Skyna, reduto gremista. Pelas onze tive que cortar os assuntos, senão varria a madrugada e o Ênio não nos agüentaria.
Cada qual queria contar mais ‘vantagens’. Eu inclusive tenho o telefone do Luizinho Neto, dizia o Tchutcho. O Bela é uma enciclopédia do futebol. Conhece tudo e todos. Tem passado para tanto. Junto com os dois, o tempo parecia escapar no meio das mãos. E na tela da TV, Corinthians do Mano Menezes chegava a semifinal da Copa do Brasil.
Os dois com razão, não deram tempo para poder abrir a boca. Foram inúmeras histórias heróicas deles que quieto, no meu canto, escutando raciocinei. Ao chegar em casa me vingo. Tenho um blog para publicar também minhas invasões a campos de futebol.
Difícil dizer qual das duas teria sido mais importante.
A primeiro foi em 1997. No quadrangular onde definiria três times para seguir adiante no campeonato de júnior, o Guarani perdeu para o Pelotas e Glória fora de casa, mais o Grêmio no Edmundo Feix. O jogo que abriria o segundo turno era contra o Grêmio, no suplementar do Olímpico. Preparação total na semana. Na véspera do jogo até palestra para os jogadores com o professor Antônio Pilz Neto. Uma nova derrota para o Grêmio em Porto Alegre seria fatal. Pior de tudo que o nosso time era bom, só que não engrenava.
No sábado estávamos lá. Time aguerrido. Lutando bravamente para não perder para Ronaldinho, Tinga & Cia. Segurando um 0×0 no segundo tempo com um jogador a menos, expulso prematuramente por estas arbitragens condicionadas da dupla Grenal. Ainda teríamos mais um golpe. Volante Wagner, jovem promissor também seria expulso. Vinte minutos do segundo tempo. Treinador Chicão olha pra mim. Havia entendido seu recado. Na próxima vez que o juiz apitasse, invadiria o gramado e ‘mataria’ o tempo que pudesse. Diretor também expulso. Pedia para os Brigadianos me tirarem para fora com calma quando escutei: somos colorados, caminhe devagar.
Foi o tempo suficiente ‘matado’ para conseguir um empate que resultaria depois, em duas vitórias em casa, classificação.
A segunda foi contra o júnior do Juventude, treinado por Mano Menezes em 99. Mas esta fica para outra vez…
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