Àquele 2002 traz boas recordações de conquistas em campo e más fora dele. Depois de ser Campeão Gaúcho não reconhecido, o Guarani de Venâncio Aires sob o comando de Mano Menezes ainda ficaria Campeão da Seletiva Sul/Minas no ano da sua extinção. No segundo semestre, Mano foi treinador do Brasil de Pelotas.
Outra vez faria parte do departamento amador do Guarani em 2003. Foi quando pude acompanhar de perto seu trabalho. Ídolo da torcida do Guarani, Mano foi contratado no início da temporada. Era consenso.
E o trabalho do treinador seguia seu curso natural de vitórias. Pela primeira vez disputou a Copa do Brasil. Ganhou por 2×1 em casa e em Natal foi eliminado pelo regulamento. O América venceu por 1×0.
Na fase classificatória alternou poucas vezes a liderança, ponteando na maioria das vezes. Mal acostumados ficamos. Foi só acontecer alguns tropeços e a defecada estava feita. O tempo, ah! Só ele seria capaz de mostrar isto. Em quatro oportunidades, Mano seria demitido pela terceira vez do rubro-negro.
Alvoroço naquela segunda-feira, 22 de maio de 2003. Noutro dia na edição da Folha do Mate o então colunista esportivo Sérgio Klafke escrevia: a demissão causou um estrago na carreira de Mano, pois vinha numa ascendente de campeão num ano e líder no outro. Atacante Eliomar que jogava no Veneza, na Itália, também se pronunciou: o que o Mano fez pelo Guarani poucos poderão fazer ou talvez, ninguém consiga repetir.
Mano foi demitido com 55% de aproveitamento. Foram 20 jogos com nove vitórias, seis empates e cinco derrotas. Seu sucessor que não teve nada a ver isto, em seis jogos venceu duas, empatou uma e perdeu três: 38% de aproveitamento. No final do campeonato, Klafke em sua coluna no jornal resumiu: se tava ruim com Mano, sem ele ficou pior.
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