Vivo Guarani desde que me conheço por gente. Entra ano e diretoria nova, sempre a mesma coisa. Tudo gira em torno do time principal. Toda vez a história se repete. A preocupação é quem será o treinador e os jogadores contratados. E os boleiros se vão com nossas contribuições. Esquecem do básico: futebol se faz com planejamento e trabalho em cima das categorias de base.
A prova disto é que a maior conquista, o título Gaúcho de 2002 nasceu no início dos anos 90, quando foram formados em casa, treinador, fisicultor e jogadores. Mano e Arthur na comissão técnica. Pratas da casa assim como, Bolívar, Paulo Roberto, Cristiano, Cadu, Alexandre e outros. Todos citados colheram frutos. Menos nosso Guarani. Porque as categorias de base sempre foram deixadas em segundo plano.
Outra vez juntaremos doações para cobrir administrações falhas neste sentido. A solução sempre mais simples, porém cansativa: pedir ajuda ao poder público e mendigar a tradicional rifa. A fórmula continua a mesma.
Abro jornal, escuto rádio e os pequenos sobreviventes desta notícia chamada Guarani incitam a jogar um segundo semestre falido.
Poxa! Nem fazem três semanas, juntamos pessoas queridas, um pequeno exército para pagar os atrasados desta “BRILHANTE e SOLITÁRIA” administração. Por favor, não banque o herói com o pescoço do outro. Acredito que seja penoso honrar os compromissos nesta reta final da Segundona, imagina jogar um campeonato que não leva a nada.
Chega de utopia. O momento é propício para mudar. O Guarani não pode mais ser pensado por uma temporada. Sua estrutura tem que ser remodelada e ajustada aos novos tempos. Que surja um movimento consistente por um novo Guarani. Temos dívidas para serem sanadas. Além disso, aventuras devem ser colocadas de lado.

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