Estive no Mineirão ontem à noite, onde assisti ao massacre do Cruzeiro sobre o Grêmio.
Foi a primeira oportunidade que tive de assistir o Grêmio ao vivo este ano, embora tenha acompanhado a maioria dos jogos pela televisão. A decadência do time, que já estava clara pela TV, ontem ficou ainda mais evidente para mim.
Um time muito lento, devagar-quase-parando (no que Rever, William Magrão e, principalmente, Tcheco, este chegando a irritar, foram os mais lentos). Um time que não chuta, que não cria – e que, quando cria, o faz sem efeitos porque o faz com muita lentidão e permite que o adversário leia a jogada -, que não vai à linha de fundo, que não dribla, que não ousa. Enfim, um time que oferece poucos perigos ao adversário. E, para piorar a situação, ontem foi um time que marcou muito mal em dois períodos do jogo – nos primeiros 20 minutos do primeiro tempo e a partir dos 15 do segundo tempo.
As coisas já são difíceis nesta reta final do campeonato, com o poderio dos paulistas surtindo seus efeitos – ontem, o São Paulo foi, pelo segundo jogo consecutivo, beneficiado pela arbitragem em lances que decidiram o jogo – e com os adversários na ponta dos cascos. O Cruzeiro, por exemplo, ontem jogou sua melhor partida no campeonato. O mínimo que se pode esperar é que o nosso time também se prepare e faça a lição de casa, e o Grêmio ontem passou a imagem oposta a isso. Alguns jogadores decepcionaram muito (Rafael Carioca, Felipe, Souza e principalmente o maestro Tcheco que, ontem, nos conduziu para o buraco) e nem um bom preparo físico o time demonstrou.
Não pude nem dar vazão à minha decepção pois estava com meus dois filhos mais velhos. A alegria do programa familiar e, principalmente, a satisfação deles, cruzeirenses, era tamanha que eu fiquei sem jeito. Só agora, ao escrever para vocês, é que estou desopilando…
Do jeito que lá vai, a coisa tá feia. Jogando aquela bolinha de ontem, não ganharemos do Palmeiras nem do Vitória, jogando fora de casa.
Abraços,
Zuca
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