Elton, te mando um comentário sobre um pecado muito comum da minha classe, a vaidade profissional. As vezes ela atrapalha a visão dos objetivos por que profissionalmente se quer fazer algo impactante e atualizado. Na muito bem intencionada campanha de uma rede de comunicação contra o Crack, esta peste, isso me parece que ocorreu.
Em propaganda se trabalha muito com referências e tendências, porém como qualquer profissional, se pode perder o foco e enveredar por um equívoco que até pode dar prêmio em Festival da Propaganda, pela sua qualidade gráfica, mas bate na trave ou, pior, faz gol contra no seu objetivo. A estética escolhida pela direção de arte e aprovada pelo cliente pode até assustar os mais velhos, mas atrai muito os jovens, justamente o público a ser impactado negativamente. Basta ver cartazes dos novos filmes de terror, anúncios de videogames, capas de CD, ensaios fotográficos fashion, entre outras peças dirigidas a esse público para ver em que o estilo foi inspirado ou referenciado. Se a ideia era apavorar a gurizada para não entrar nesse trem fantasma que termina num precipício de verdade, usaram a isca errada.
Vladi


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